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169ª Defesa de Mestrado do PPG-CiAC: Maria Eduarda de Castro Cosendey Alves
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Sexta-feira, 28/03/25, às 14h, acontecerá a segunda defesa de Mestrado do ano 2025.
Atividades de mineração envolvem supressão vegetal e construção de estruturas como barragens, pilhas de sedimento de estéril e cavas que, na Amazônia, comprometem a integridade de igarapés em áreas exploradas. Em sua dissertação, Maria Eduarda avaliou o grau de suscetibilidade e o potencial de recuperação de igarapés sujeitos aos impactos decorrentes acidentes em áreas de mineração. Os Igarapés investigados estão localizados em área de mineração de ferro na Floresta Nacional de Carajás, estado do Pará. Empregando técnicas geomorfológicas de Estilos Fluviais e um banco de dados de monitoramento das condições físicas e químicas dos igarapés, Maria Eduarda estabeleceu um ranking de suscetibilidade, identificando os trechos mais vulneráveis em uma combinação de impactos intermediários com cenários catastróficos. Foram identificadas áreas dotadas de estruturas físicas que favorecem o acúmulo de sedimento e, consequentemente, possuem menor potencial de recuperação. De forma geral, a degradação ambiental causada por alterações severas na geomorfologia aumenta o tempo de recuperação ambiental, o que leva a um maior esforço e investimento em ações de restauração. Porém, o monitoramento limnológico evidenciou a viabilidade de recuperação desses ecossistemas aquáticos se considerados os aspectos da geomorfologia.
A dissertação, desenvolvida com apoio da Vale S.A. através de Acordo de Cooperação Técnica com a UFRJ no âmbito do Licenciamento Federal conduzido pelo IBAMA, contribui com subsídios técnico-científicos com vistas à priorização de ações de mitigação e recuperação ambiental, além de demonstrar a relevância de abordagens interdisciplinares na mitigação dos impactos ambientais em áreas de mineração.
Todos estão convidados a assistir a defesa, que acontecerá na Sala 15B, Bloco II do NUPEM/UFRJ.
Banca avaliadora:
Titulares
Dr. Reinaldo Luiz Bozelli – orientador
Dra. Mônica dos Santos Marçal (PPGG/UFRJ)
Dra. Ana Cristina Petry (PPG-CiAC/UFRJ)
Suplentes
Dra. Paula Debiasi (PPG-PCTIA/UFRRJ)
Dr. Marcos Paulo Figueiredo-Barros (PPG-CiAC/UFRJ)
168ª Defesa de Mestrado do PPG-CiAC: Yasmim Alvarenga de Abreu
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Sexta-feira, 28/03/25, às 13h30, acontecerá a primeira defesa de Mestrado do ano 2025.
A associação coral com dinoflagelados fotossintetizantes é baseada na troca mútua de nutrientes, sendo a diversidade e a flexibilidade dessa relação determinantes para a resiliência dos corais, principalmente em um cenário de intensificação de mudanças ambientais. Em sua dissertação, Yasmim caracterizou a diversidade de dinoflagelados da família Symbiodiniaceae associados a três espécies de corais, Mussismilia hispida, Millepora alcicornis e Palythoa caribaeorum, em vida livre na água e no sedimento no Arquipélago de Santana, uma área protegida no litoral do Norte Fluminense.
O sequenciamento de Nova Geração da região ITS2 do rDNA possibilitou a identificação de 27 filotipos de Symbiodiniaceae, incluindo quatro novas linhagens que foram confirmadas por análises filogenéticas. Os resultados encontrados reforçam tanto o potencial generalista dos corais hospedeiros quanto a alta especificidade nas associações dominantes (> 95%). A comunidade em vida livre no sedimento exibiu a maior diversidade e diversos simbiontes identificados nesse compartimento também estavam associados a hospedeiros cnidários. As novas linhagens de Symbiodiniaceae detectadas na pesquisa foram majoritariamente identificadas nas amostras de água, sedimento e na comunidade rara (<5%) de M. alcicornis, sugerindo que a comunidade em vida livre pode representar um reservatório oculto de diversidade simbiótica. Além disso, foram observadas diferenças significativas na assembleia entre os hospedeiros e as ilhas do arquipélago.
A dissertação revela a complexidade da comunidade de microrganismos fotossintetizantes em águas costeiras do Norte Fluminense e reforça a importância de estudos de longo prazo para compreender a dinâmica dessas associações. Assim, o estudo de Yasmim reforça a necessidade urgente de um plano de manejo para a unidade e conservação que contemple o ambiente coralíneo e os invertebrados marinhos bentônicos sésseis desse ecossistema altamente dinâmico e vulnerável.
Todos estão convidados a assistir a defesa, que acontecerá no Auditório do NUPEM/UFRJ.
Banca avaliadora:
Titulares
Dra. Carla Zilberberg – orientadora
Dra. Aline Aparecida Zanotti (CEBIMAR/USP)
Dr. Carlos Frederico Deluqui Gurgel (PPG-BBE/UFRJ)
Suplentes
Dra. Laís Feitosa Machado (UNIVASF)
Dr. Carlos Alberto de Moura Barboza (PPG-CiAC/UFRJ)
46ª Defesa de Doutorado do PPG-CiAC: Mariana Aparecida de Almeida Souza
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Sexta-feira, 07/03/25, às 14h, por videoconferéncia, acontecerá a Defesa de Doutorado de Mariana Aparecida de Almeida Souza
Resumo
Dalbergia ecastaphyllum (L) Taub é uma planta da família Fabaceae, popularmente conhecida por rabo de bugio. A espécie é encontrada do norte ao sul do Brasil, estando associada a áreas alagadas, manguezais e restingas. Apesar de produzir um exsudato que é matéria prima na produção da própolis vermelha, as folhas de D. ecastaphyllum são suscetíveis à formação de galhas.
Em sua Tese, Mariana explorou morfológica, anatômica e quimicamente folhas e caules de D. ecastaphyllum de cinco áreas de restingas e manguezais no estado do Rio de Janeiro localizadas nas áreas de proteção ambiental (APA) de Maricá e do rio São João, e no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba. O número de morfotipos de galhas variou de um, na APA de Maricá, a dois, nas demais áreas. O morfotipo globoide apresentou menor infestação que o discoide. Não foi verificada distinção nas estruturas evidenciadas pelos cortes transversais entre as amostras da restinga e do manguezal, apenas alterações morfológicas e anatômicas causadas pela ação do galhador.
As análises apontam para diferenças nas classes químicas que estão associadas à defesa contra herbívoros, como flavonoides e fenóis totais. Apesar de identificadas as estruturas secretoras do exsudato que origina a própolis vermelha, não foi possível confirmar a ocorrência do besouro Agrilus propolis, espécie descrita apenas recentemente e que impulsiona a produção desse exsudato. A tese analisa a variação espacial de estruturas do rabo de bugio e contribui no reconhecimento do potencial biológico da relevante vegetação costeira fluminense.
Banca avaliadora:
Titulares
Dra. Ana Cláudia de Macêdo Vieira - Orientadora
Dr. Rodrigo Lemes Martins (PPG-CiAC/UFRJ)
Dr. Marcelo Guerra Santos (PPG-Bot/MN/UFRJ)
Dra. Juliana Villela Paulino (PPG-ENBT/JBRJ)
Dra. Naiara Viana Campos (NUPEM/UFRJ)
Suplentes
Dra. Genise Vieira Somner (PPG-Bot/MN/UFRJ)
Dra. Lísia Mônica de Souza Gestinari (PPG-CiAC/UFRJ)
Convite para Aula Inaugural 2025/1: dia 24 de março às 17h
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Ao iniciar o novo ciclo letivo, a Direção Adjunta de Pós-Graduação e a coordenação do PPG-CiAC convidam todo Corpo Social do programa, Egressos(as) e demais pessoas interessadas para participar da aula inaugural do semestre 2025.1.
Nosso convidado é o Dr. Nélio Bizzo, Professor Titular da Universidade de São Paulo (USP).
O Prof. Nélio nos brindará com uma aula sobre o tema:
Origem das Espécies: natureza sem milagres ou sem Criador?
A aula inaugural é um evento aberto, ocorrerá no dia 24/03 às 17:00 no Auditório do NUPEM/UFRJ.
A atividade está integrada ao evento "Darwin Day", cujas inscrrições estão abertas e que conta com uma programação interessantíssima na mesma semana.
Participem e ajudem a divulgar!
Nos vemos em 24/3!
Artigo publicado no Journal of Mammalogy por egresso do PPG-CiAC é considerado destaque pelos editores da revista
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Os ratos-bico-de-lacre, pertencentes ao gênero Wiedomys, são encontrados principalmente nos biomas brasileiros do Cerrado e da Caatinga, ao longo do rio São Francisco. Por muito tempo se acreditava que esse gênero tivesse apenas uma espécie, mas recentemente foram identificadas duas: W. cerradensis e W. pyrrhorhinos.
Foto de Wiedomys cerradensis por Clarissa Nobre.
Em um estudo publicado em Novembro de 2024 no periódico científico Journal of Mammalogy (https://doi.org/10.1093/jmammal/gyae129), fruto da tese de doutorado do egresso do PPG-CiAC e atual professor-substituto do NUPEM/UFRJ, Carlos Alberto Cunha-Filho, a taxonomia dessas duas espécies foi revisada, e a hipótese de que o rio São Francisco atuou como uma barreira separando linhagens foi avaliada em abordagem integrativa e moderna.
Foram analisadas características anatômicas, sequências de DNA, informações sobre os cromossomos e sobre a distribuição dos animais. Os resultados mostraram que ambas as espécies são geneticamente e morfologicamente distintas, e que o rio São Francisco realmente determina a sua distribuição, sendo W. pyrrhorhinos encontrada no território à margem direita e W. cerradensis na margem esquerda desse importante rio brasileiro.
O tempo de separação das espécies é estimado entre 339 mil e 25 mil anos, um intervalo de compatível com a formação mais recente do baixo curso do rio São Francisco, que afetou também outros animais que vivem na mesma região. Assim, o estudo amplia significativamente o conhecimento sobre a distribuição e evolução dessas espécies, além de reforçar a importância do rio São Francisco como barreira divisora entre essas e outras espécies animais no Nordeste do Brasil. O estudo foi realizado em colaboração com pesquisadores de outras cinco instituições do Brasil e Chile, e foi considerado como artigo destaque (Editor’s Choice) pelos editores do Journal of Mammalogy.