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Na semana de 27 de setembro a 1º de outubro de 2021, aconteceu a VI Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Peixes Ósseos Marinhos Brasileiros (Actinopterygii), promovida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, através do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Sudeste e Sul – CEPSUL.

Essa oficina, realizada de forma remota em função da pandemia, faz parte do II Ciclo de Avaliação do Estado de Conservação da Fauna Brasileira, que através da aplicação da metodologia e critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), está redefinindo a lista de espécies ameaçadas do Brasil.

Fig01Oficina

Participantes da VI Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Peixes Ósseos Marinhos Brasileiros.

 

Participaram da oficina, como avaliadores das espécies, o aluno de Doutorado do PPG-CiAC João Luiz Gasparini e os Profs. Fabio Di Dario e Michael Mincarone, orientadores no Programa. Os Profs. Fabio e Michael também atuam no processo de avaliação da fauna de peixes marinhos como Coordenadores de Táxon, possuindo papel de destaque na organização deste processo junto ao ICMBio e CEPSUL.

A oficina também contou com a participação de pesquisadores e pesquisadoras de diversas instituições de ensino e pesquisa espalhados pelo Brasil, além da Secretaria de Pesca (SAP) e do Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região – SINDIPI. A equipe técnica do ICMBio, em especial do Centro Nacional de Avaliação da Biodiversidade e de Pesquisa e Conservação do Cerrado – CBC, que coordena o processo de avaliação da fauna brasileira, forneceu o apoio logístico para a realização do evento.

Hippocampus

Cavalo marinho, gênero Hippocampus (Syngnathidae), fotografado no Arquipélago de Santana, Macaé: um dos grupos avaliados na Oficina (foto: F. Di Dario).

 

Do total de 98 espécies de peixes marinhos avaliadas nessa semana, 74 foram consideradas como estando em situação Menos Preocupante (LC) em relação ao seu estado de conservação. Entretanto, seis espécies foram consideradas ameaçadas de extinção nas categorias Em Perigo (EN) e Vulnerável (VU), com uma espécie adicional sendo categorizada como Quase Ameaçada (NT). Além disso, outras 16 espécies foram consideradas como Dados Insuficientes (DD). Essa categoria implica que existe algum grau de ameaça à conservação em função de impactos antrópicos, mas os efeitos desses impactos não podem ser adequadamente mensurados no momento devido à ausência de dados precisos sobre a biologia, taxonomia, distribuição geográfica ou tamanho populacional destas espécies. 

 

Scorpaena insularis

O peixe escorpião Scorpaena insularis (Scorpaenidae), outra espécie avaliada na Oficina (foto: J. L. Gasparini).

 

Em 2022, pretende-se encerrar o segundo ciclo de avaliação do estado de conservação da fauna brasileira, em um total de mais de 1.400 espécies de peixes ósseos marinhos avaliados. No final deste processo, além de estabelecer a nova Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas do Brasil, será disponibilizado à sociedade todo o conhecimento sobre os mais diversos aspectos da biologia e conservação destas espécies, acumulado ao longo de mais de uma década de trabalho intenso.

Enneanectes smithi

O pequeno peixe criptobentônico Enneanectes smithi (Tripterygiidae) é endêmico do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, uma das ilhas oceânicas brasileiras mais fantásticas do mundo. Seu estado de conservação também foi avaliado na Oficina (foto: J. L. Gasparini).

 

Essa não foi a primeira vez que um discente do PPG-CiAC participou do processo de avaliação do estado de conservação da fauna brasileira, demonstrando uma atuação marcante e contínua de discentes do Programa nesse processo e a importância desta atividade para a formação e capacitação de novos pesquisadores que estudam a biodiversidade e conservação do Brasil. O Instituto NUPEM/UFRJ também contribui para esse processo através das informações vinculadas às suas Coleções Biológicas, em especial a Coleção de Peixes do NUPEM/UFRJ, que contém um dos acervos mais representativos de peixes marinhos brasileiros, particularmente de águas profundas.

Gigantactis watermani

O espetacular peixe de águas profundas Gigantactis watermani (Gigantactinidae), conhecido de apenas três exemplares no mundo, está representado na Coleção de Peixes do NUPEM/UFRJ (lote NPM 4424) e teve seu estado de conservação avaliado. 

 

As pesquisas desenvolvidas na Coleção de Peixes do Instituto NUPEM/UFRJ são apoiadas por diversos projetos, entre eles o Projeto MULTIPESCA (FUNBIO, Processo 104/2016) “Pesquisa Marinha e Pesqueira”, o Projeto PROTAX/CNPq (443302/2020) “Biodiversidade de peixes criptobentônicos e do oceano profundo do Brasil: a consolidação de um Centro de Pesquisa em sistemática de táxons negligenciados de peixes marinhos”, e o Projeto FAPERJ (FAPERJ E-26/210.290/2021) “Museu da Biodiversidade do Norte Fluminense: construindo e difundindo ciência no interior do estado do Rio de Janeiro.”

Para saber mais, acesse:

Avaliação do Risco de Extinção da Fauna Brasileira, ICMBio

Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção – 7 volumes

 

 

 

 

 

 

 

UFRJ PPGCIAC - Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais e Conservação
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