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Tecnologia desenvolvida no NUPEM/UFRJ obtém o primeiro lugar em concurso de empreendedorismo. Confira o relato de Giovanni Torres Vargas sobre como a oportunidade de fazer o mestrado na UFRJ mudou sua vida!

"Meu nome é Giovanni Torres Vargas, nascido na Colômbia, biólogo focado no estudo de aracnídeos e, principalmente, na teia das aranhas. No ano 2016, fui aceito para fazer o mestrado em Ciências Ambientais e Conservação no NUPEM, na UFRJ- Macaé, tempo durante o qual trabalhei junto com o professor Dr. Rodrigo Nunes da Fonseca e a professora Dra. Paula Alvarez Abreu, avaliando o potencial farmacêutico da teia de uma aranha e de seus ovos.

 

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Ao longo do mestrado, tivemos a oportunidade de desenvolver diferentes experimentos que ajudaram a atingir o objetivo da investigação, sendo o primeiro deles a padronização de um protocolo para extrair teia de aranha com fins biotecnológicos, que atualmente está sendo avaliado para ser usado com fins comerciais.

 

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Atualmente, um ano e meio depois de ter finalizado o mestrado, tive a oportunidade de participar num concurso de empreendedorismo em Manizales, minha cidade natal na Colômbia, com uma proposta de dar uso comercial à teia de aranha natural e sintética, obtendo a primeira colocação. Esta proposta só foi possível de ser desenvolvida graças aos conhecimentos adquiridos estudando na universidade pública , na UFRJ, e ter recebido uma bolsa da CAPES para o meu sustento. Os experimentos desenvolvidos nesse tempo foram determinantes para estabelecer um modelo produtivo comercial como resultado de um processo de bioprospecção desenhado no Laboratório Integrado de Ciências Morfofuncionais e no Laboratório de Modelagem Molecular e Pesquisa em Ciências Farmacêuticas.

 

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Como resultado da participação no concurso, nasceu o empreendimento chamado NephiLab, que visa ser um laboratório biotecnológico que desenvolva matéria-prima para o desenho de prendas (roupas) esportivas aproveitando os benefícios que representam as características da teia de aranha conhecida como dragline, de uma espécie em particular reconhecida por ter uma das teias mais fortes do mundo e que pode ser encontrada na América Latina.

 

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Agradeço profundamente às pessoas e instituições brasileiras que contribuíram com minha formação profissional, pois hoje em dia esta formação está me permitindo desenvolver meu projeto de vida e procurando diminuir a poluição através de processos de produção ambientalmente responsáveis".

 

GIOVANNI TORRES VARGAS

Biólogo, Universidad de Caldas (Colômbia)

Msc. Ciências ambientais e conservação, UFRJ (Brasil)

 

O Professor Rodrigo Nunes da Fonseca, orientador de mestrado de Giovanni Torres, comemorou a conquista de seu  aluno: “Fico muito lisonjeado em ver que o projeto iniciado pelo Giovanni na UFRJ e o método desenvolvido em nossos laboratórios de Macaé tenham gerado uma tecnologia agora também reconhecida fora do país. Este projeto é um excelente exemplo do potencial biotecnológico de nossa biodiversidade e  que deve ser apoiado por nosso poder público. No momento, as equipes da Nephilab e do NUPE/UFRJ estão trabalhando na patente do método de extração da teia e espera-se que este projeto dê muitos frutos e produtos baseados no desenvolvimento sustentável”.

A Professora Paula Abreu, co-orientadora do mestrado do Giovanni,  igualmente ressaltou a felicidade em ver as conquistas do Giovanni e destacou o papel importante das Universidades públicas brasileiras em contribuir para a formação e desenvolvimento científico e tecnológico no país e em propiciar também colaborações e trocas de experiências com outros países como neste caso.

 

 

UFRJ PPGCIAC - Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais e Conservação
Desenvolvido por: TIC/UFRJ